Os professores dos cursos de formação profissional e de certificação de competências da Iniciativa Novas Oportunidades rejeitam a imagem de facilitismo que foi associada ao programa, mas admitem que o grau de exigência varia de centro para centro e está, muitas vezes, relacionado com a necessidade de as escolas obterem financiamento.
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Todos os formadores que lidam com a certificação de competências dirigidas a adultos dizem que a esmagadora maioria dos formandos consegue atingir os objectivos, embora por vezes seja mais difícil do que o inicialmente esperado. "Existe a ideia errada de que as pessoas vêm aqui escrever uma historiazita de vida e que isso dá equivalência ao 9.º ou ao 12.º ano. Não é bem assim", afirma Fernanda Coimbra, coordenadora do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Dr. Manuel Laranjeira, em Espinho. No entanto, admite que é sempre necessário "adequar" a qualidade e a exigência dos cursos ao número de certificações que são estabelecidas como objectivo.
Para Fátima Mateus, formadora no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Avelar Brotero, em Coimbra, a imagem de facilitismo que foi "associada ao programa" é sobretudo "injusta" para as pessoas que foram certificadas com "todo o mérito". "O programa visa unicamente reconhecer e validar competências. O objectivo principal é mostrarem o que já têm e aprenderam ao longo da vida e que não conseguiriam ver certificado no devido tempo."
Público, 7-7-10
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